Quem é o melhor vilão da história do cinema?

Quem é o melhor vilão da história do cinema?

postado em: Mãe, eu que fiz! | 0

Esta semana fomos arrebatados por um vilão que roubou a cena em Vingadores – Guerra Infinita. Thanos chegou não apenas atrás das joias do infinito, mas também do título de melhor vilão. Mas será que Thanos tem potencial para ser considerado um bom vilão? Avisando, tem Spoiler no texto de Thanos.

O cinema sempre foi terreno fértil para vilões de todos os tipos. Existem os icônicos (aqueles que sempre serão lembrados), os bons vilões (os que cumprem magistralmente seu papel, mas não são facilmente lembrados) e os vilões ruins (aqueles que nem ao menos sabemos se teriam capacidade de cumprir seu objetivo).

E foi pensando nisso, e pegando carona no Hype, que resolvi escrever um pouco sobre alguns vilões. Sei que alguns ficarão ofendidos, mas na boa, tentem ler sem paixão pelo personagem.

 

Darth Vader – Star Wars

Considerado um dos mais icônicos, se não o mais, Darth Vader chegou aos cinemas no filme ‘Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança’ (1977). Com um visual que mistura um samurai com um aparelho de nebulização, ele foi uma ameaça constante na saga de George Lucas.

Aos fatos: No primeiro filme, Darth Vader é apenas um guarda costas. Ele é tão capacho, que é desafiado pelos oficiais numa sala de reuniões. Tendo que estrangular um deles para impor respeito. Ou seja, ninguém achava ele uma ameaça real. O verdadeiro vilão do filme é Moff Tarkin, que dava ordens ao Vader.

Com o passar dos filmes ele acabou ganhando destaque, até que se mata para salvar o filho. Depois deste filme, há um hiato entre sua morte e “A Ameaça Fantasma”, Fanfic que contaria a origem do vilão.

Com apenas três filmes e  três fanfics, Darth Vader virou ícone pop. Mas se pararmos para pensar, ele não foi apresentado nos três filmes originais. Ninguém sabia de sua história, ou sua verdadeira motivação. Até sua morte, ele apenas era um cara com um visual maneiro.

 

Boba Fett

Outro vilão icônico. Apareceu em ‘O Império Contra-Ataca’ (1980). Eu não vou nem me prestar a explicar os motivos para ele nem mesmo ser considerado um vilão de verdade. Mas posso dizer que com apenas 2 frases ao longo do filme, é o personagem mais superestimado da história do cinema, junto com o filme inteiro de Donnie Darko.

 

Coringa do Heath Ledger

Falando em personagens superestimados, vamos falar deste coringa. Surgido em ‘Batman: O Cavaleiro das Trevas’ (2008). Ele arrebatou fãs da DC e crianças que não sabem ouvir não.

Ok, ele foi um grande personagem. Heath Ledger se entregou ao filme e cumpriu de forma maravilhosa seu trabalho, merecendo o Oscar póstumo que ganhou. Ganha méritos ainda por fugir do Coringa clássico, dando uma cara mais “humana” ao vilão. Sua psicopatia ficou bem evidente, cumprindo muito bem seu papel.

Por que digo que é superestimado? Ele é um ótimo personagem, mas apenas isto. Há um verdadeiro endeusamento à este Coringa, e muito pelo trágico fim do ator. Esquecendo o que sabemos dos quadrinhos, ele não traz uma motivação clara (“só quer ver o circo pegar fogo”… ok) nem traz sua origem. Faltou pouco para ser um vilão perfeito, mas não é. Ah, e parem de comparar qualquer outro Coringa com o Coringa de Heath Ledger. Nem mesmo o Coringa de Heath Ledger se parece com o coringa original, parem de encher!

 

Voldemort – Harry Potter

Saindo dos livros para as telas em ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ (2001), este vilão tem como características o poder, a magia a consciência educacional de seu inimigo.

Voldemort é um bom vilão. Ele dividiu sua alma e a colocou em objetos, para que não possa morrer. Ele está sempre à espreita, tentando voltar. Reunindo forças para a batalha final, isto se o Hobbit não destruir… Opa, quase me confundi. Tirando o hobbit, o resto é isto aí mesmo.

Ele é uma ameaça aos alunos de Hogwarts, e ao mesmo tempo, espera Harry Potter estudar o ano inteiro antes de atacar. Isto é que é vilão consciente!

Piadas à parte. Ele tem um passado bem explorado e uma motivação um tanto confusa. A guinada de Tom às trevas é bem contada ao longo da saga, além de ser uma ameaça constante. Apesar disto, um cara que encrenca com alunos deveria ser repreendido pelo restante dos bruxos, não seguido.

 

 

Alex – Laranja Mecânica

Falei que o Coringa era superestimado? Desculpe, esqueci deste. Indo às telas em ‘Laranja Mecânica’ (1972), este vilão possui cenas relembradas por pessoas que usam tênis verde e frequentam cinemas com apenas 15 poltronas.

O motivo? (????). Ninguém sabe! Nem dá pra chamar esse cara de vilão. Sim, ele agride e estupra mulheres, mas a verdade é que sua gangue tomaria uma surra até mesmo dos Warriors (Os Selvagens da Noite).

O problema deste filme é que não tem um cidadão de bem, com tacos de beisebol e soqueiras, para dar uma lição nestes caras.



Sauron – O Senhor dos Anéis

A grande rosca flamejante deu o olho no cinema em ‘O senhor dos anéis: A sociedade do anel’ (2002). Com o poder de observar, ele ficou exatamente como nós, apenas observando o filme.

Uma grande ameaça, que manda os outros fazerem o trabalho sujo enquanto fica… observando. Aqui, assim como o vilão Voldemort, ele dividiu sua alma, colocou num objeto, e não pode morrer enquanto este objeto não é destruído.

Vamos ser sinceros: Ele não está no filme. Pense comigo: Teria diferença ele estar ou não lá no topo da torre? Se dentro de Barad-dûr (a torre dele) estivesse o Pink, de Pink e o cérebro, não teria diferença alguma na história. Logo podemos concluir que ele não move a história em nada.

 

 

 

 

Michael Corleone – O Poderoso Chefão

Surgido em 1972, o filho mais novo de Vito Corleone era apenas um oficial do exército, que não queria se meter em nada ilícito, até que seu pai foi baleado.
Após seu pai sofrer um atentado, o maior e melhor vilão do cinema surge para vingar o pai, além de tocar os negócios da família até que ele se recupere. São três filmes onde nós vemos o porque de Michael se transformar, de um herói de guerra em um fraticida.

Em primeiro lugar, é uma transformação bem narrada, com vários acontecimentos que fazem ele criar um certo modus operandi, atacando antes de ser atacado.

Segundo, que o personagem é profundo, com motivações concretas e atuação marcante. Aqui separamos os meninos dos adultos, pois Michael Corleone realmente causa medo nas pessoas. Alguém tão violento e imprevisível quanto ele é factível. Nós entendemos suas reações, mas não deixamos de nos chocar enquanto ele manda para cemitério parentes e inimigos.

Uma verdadeira aula de como criar um vilão. Amei, nota 10/10!

 

Thanos – Vingadores Guerra Infinita (Com Spoilers)

Em 2018 vem para a Terra, Thanos, atrás de seu bracelete brilhoso. Ele tem como motivação acabar com metade da vida do universo, entretanto, cria um grande problema de poeira.

Eu entendo este cara. Eu consigo imaginar sua motivação. Faz sentido. Ele muda de cor durante os vários filmes da Marvel? Sim! Mas isto não impede dele ser bom vilão multicolorido.

Ele é aprofundado no filme. Contam suas intenções, motivações e o que ele sente em relação ao que está fazendo. Há consequências para seus atos, coisas que não costumamos ver nos vilões. Claro que Michael Corleone também sente as perdas, inclusive é plot do último filme, mas…

Ok, voltando ao Thanos. É um bom vilão de um filme de HQ. O melhor até aqui! (Não, fã boy do Coringa do Heath Ledger, o Coringa não é o melhor vilão dos filmes de quadrinhos, pare de chorar!).

Resumindo

Não vou apontar o melhor vilão do cinema, nem dizer que Michael Corleone humilha qualquer um destes vilões apáticos e sem carisma. Também deixo para o público decidir qual é o melhor vilão, e porque ele perde feio para Michael Corleone.

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