As K7 estão voltando!

As K7 estão voltando!

postado em: Mãe, eu que fiz! | 0

Depois de andarmos com um Diskman agarrado a cintura e pisando em ovos para não pular nenhuma faixa da música, tudo se resumiu ao celular. Desde ver filme, tirar fotos e ter acesso a mais de 1 milhão de músicas (jura que tem tudo isso). Acontece que tem uma nostalgia que parece estar voltando: a fita K7.

Primeiramente é preciso deixar claro que ninguém aqui está reclamando da multifuncionalidade do celular. É uma maravilha ter tanta música em um mesmo lugar.

Bem como ninguém reclama da qualidade da música. Agora depende muito mais do fone de ouvido do que do arquivo.

Afinal, a evolução tecnológica é um marco fascinante.

Por outro lado, a facilidade de acesso desvalorizou um pouco as coisas. Tínhamos que esperar semana ou meses depois de o álbum ser lançado no exterior até ele chegar nas lojas aqui do Brasil. Até lá o lance era ficar colado na rádio e pronto para aperta o REC do 3 em 1 a qualquer momento para gravar aquela música daquela banda que você está esperando chegar ao Brasil.

Afinal, era uma parada muito mais mecânica que digital.

Até lá o lance era ficar colado na rádio e pronto para aperta o REC do 3 em 1 a qualquer momento para gravar aquela música daquela banda que você está esperando chegar ao Brasil.

E quando chegava, ah, era uma caixa de pilhas e uma caneta BIC.

Enfim, bons tempos. Mas a ideia deste post não é convidar as pessoas para abdicarem da modernidade e a colocar bombril na ponta da antena.

Mas dizer que a fita K7 está voltando e isso é massa!

naftalina humor - K7 - K7 - IPOD

Fita K7

A fita K7 foi lançada em 1963 como uma alternativa aos bolachões de vinil. Imagina como levar a música de um lado ao outro era complicado.

E para a Philips, a ideia era relativamente simples: um rolo de fita magnética que passa por um leitor magnético (sei lá se é esse o nome), dentro de uma caixa plástica. Pronto!

Para uma época em que o registro das músicas era feito em enormes rolos, essa invenção foi revolucionária.

Não apenas para levar a música no bolso, mas para criar possibilidades de autonomia musical. Quer dizer, você podia gravar a música da rádio ou, se tivesse uma banda, poderia gravar seu som.

Imediatamente a música se difundiu.

Bandas como Led Zeppelin, Legião Urbana ou Zezé de Camargo e Luciano tinham a possibilidade de apresentar suas músicas para as gravadoras.

Vamos admitir que a qualidade de som não era das melhores. Eu digo do K7, não dos Zezé.

Mas, para a época, 30 minutos de música de cada lado já era o máximo.

Dae foi inventar o Walkman na década de 80 e explodir os ouvidos de adolescentes do mundo inteiro até os anos 90, quando vieram os CDs. Mas dae é outra história.

naftalina humor K7- Guardiões da Galaxia

De volta

Acontece que esta nostalgia está voltando.

Depois do sucesso da trilha de Guardiões da Galáxia, lançada em K7, outras bandas músicas já começam a fazer o mesmo, como é o caso de Planet Hemp, Arctic Monkeys, Pitty e Nando Reis.

Da mesma maneira Stranger Things divulgou seu material sonoro em K7.

naftalina humor - K7 - Stranger Things

Well, agora é reservar um pacote de pilhas A4, uma BIC e resgatar aquele velho walkman do fundo do baú.

 

 

 

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