Dia do Orgulho Nerd | Colecionadores

Dia do Orgulho Nerd | Colecionadores

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Hoje comemoramos o Dia do Orgulho Nerd, ou como muito irão dizer, Dia da Toalha. Uma referência a clássica série literária, o Guia do Mochileiro Das Galáxias, de Douglas Adams.

E só para deixar bem claro aqui, mas correndo o risco de parecer uma matéria que vocês assistiriam nos jornais da Globo, o nerd hoje já não é mais aquele perdedor, virgem, CDF (sabia que CDF significa “cabeça de ferro”? Pois é, eu não!) que tem vergonha de “gostar” de cinema, quadrinho, games e “bonequinhos”. Bem pelo contrário, o nerd hoje virou adjetivo de pessoa cult, bacana, descolado e “pra frentex”!

Essa galera, eu me incluo nessa, hoje bate no peito ao dizer que é colecionador de “bonequinhos”, ou como dizem hoje em dia action figures, estátuas, articulados de 10, 13, 18…

 

Colecionamos “bonequinhos” e “hominhos”

Pode parecer estranho, principalmente para os colecionadores mais jovens ver uma galera falar sobre colecionar “bonequinhos” e não action figures. Perdão aí galera, mas é saudosismo. E mesmo que todo colecionador saiba a denominação certa, chamar aquele action figure ou estátua de “bonequinho” e tão cuti-cuti que da vontade de tirar da prateleira e sair brincando. Não, mentira, fui longe demais, eu sei.

Bonequinhos ou hominhos eram os melhores presentes de natal, aniversário, dia das crianças ou seja lá qual fosse a data. Ganhar um G.i Joe era uma marco na vida de um garoto nos anos 80/90. Eu não falo só por mim, conversei com alguns amigos colecionadores que guardam essa lembrança com muito carinho no coração. Um desses amigos é o Fábio Liberato (Olhaaaaaaa! Sim, ele mesmo. O sobrinho do Gugu Liberato. O Fábio já apareceu algumas vezes aqui no site, confere aí).

Hoje Fábio coleciona principalmente estatuas e articulados de diversos tamanhos, mas divide muito bem o sentimento que tem em relação a época que tinha “hominhos” da coleção que faz hoje. “A sensação era de brincar e não colecionar” disse. Contudo como empresário do ramo (olha que chique), o Fábio garante que fica encantado como cada lançamento, quer comprar tudo, mas como isso impactaria diretamente no lucro e custo de vida dele, não é tudo que pode comprar. Porém é gratificante abrir a embalagem de um colecionável e expor na estante. Ou no caso dos saudosos Cavaleiros dos Zodíaco, montar.

 

Cavaleiros dos Zodíaco

Outra coleção que marcou os agora trintões ou quase isso, foram as aventuras de Seiya e seus amigos. Talvez uma das séries mais nostálgica de todos os tempos, CDZ foi um verdadeiro marco não só na infância das crianças da década de 90 como para a própria indústria. Particularmente nunca mais vi mães se pegando no pau (brigando, no gauches) por um “bonequinho” para o seu filho. E muito menos filas e mais filas para adquirir produtos de uma única franquia.

A popularidade dos defensores de Atena é lembrada pelo jornalista e administrador do grupo Saint Seiya DD Panoramation Brasil, Matheus Saboya: “Conheci cavaleiros do Zodíaco desde que tenho 2 anos de idade. Minha mãe gravava pra mim em vhs a série que passava na falecida rede manchete e eu e meu irmão assistíamos incessantemente.” Destacou ainda que é fã do anime até hoje e acompanha todos os lançamentos da franquia. Colecionador da linha DD Panoramation, nova linha de colecionáveis de Cavaleiros do Zodíaco, garante que coleciona as figuras por puro saudosismo.

“Só coleciono figuras de cdz, não tenho nem vontade de começar outra além dessa linha. Acredito que meu principal motivador é o fato de que eu nunca realmente tive condição de colecionar nada de cavaleiros e agora finalmente veio uma oportunidade. Quero fazer isso pelo meu sonho de criança.” contou o colecionador.

 

Aquela nostalgia gostosa

Action figures, estátuas, articulados, bonequinhos ou hominhos, o importante é que eles nos ligam a uma época de (vai parecer clichê, mas juro que não é a intenção) pura emoção. E relembrar daquela época olhando para a estante traz algo que talvez só o colecionador conseguiria entender. É reconfortante, pertencedor e tomara que seja hereditário. Até porque serei papai de um menino! 😀

 

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